ERA UM 19 DE SETEMBRO
Estou em Rio Pomba -
Minas Gerais - Brasil.
Hoje é o dia 10 de junho
de 2013.
Meu relógio marca 00:47 h.
Meu relógio marca 00:47 h.
Chegando ao Mundo!
Era um 19 de setembro, fim de inverno e de quase
primavera austral com visual lindo como em poucos dias se vê. A hora era 5:30 h
e a madrugada se preparava para terminar mais uma de suas jornadas, a fim de dar
lugar ao nascer do sol, inaugurando assim mais um dia de bênçãos concedidas
pelo Pai Celestial.
Numa caminha simples de uma casa humilde, do
então chamado Bairro do Gordo, o choro do nascimento se escutou forte naqueles
idos anos de 1962. Era o resultado do trabalho da parteira de turno, Dona Amélia, mãe do Elísio da banca de frutas da Praça de Rio Pomba, que no clima
temperado daquele dia, uma vez mais fez seu trabalho de ginecologista,
obstetra, anestesista, enfermeira. E tudo isso sem outra remuneração que não a do
prazer de seguir servindo a humanidade na linda tarefa de povoar o mundo. Essa abençoada e caridosa Senhora até injeções para dilatações dava para suas pacientes, se preciso fosse.
Palco Simples. Platéia Restrita...
Poucas pessoas estavam presentes além da atriz
principal daquele espetáculo, a Dona Zélia Natália, mamãe de segundo parto
tão pouco preparada aos seus 17 anos de
tenra vida (o primeiro filho Wanderley deu lugar a uma vida curta, interrompida
muito rapidamente).
Ali não havia estrutura hospitalar, mas o
ambiente estava cheio de amor, fé, esperança, felicidades. A vida que brotava
se erguia em direção ao universo por meio das mãos da parteira, que em seu
oficio de trazer vidas era então testemunhada pela amiga fiel e pelo papai Silvio
Donato (meio assustadiço mas orgulhoso e contente por ver chegar ao mundo mais
um varão de sua lavra).
Claro que presente também estava aquele bebê recém-nascido,
atordoado e perdido por adentrar a um mundo que não era o que conhecia, antes conformado
por líquidos quentes e ambiente seguro, donde podia escutar sonolentamente vozes,
músicas, cantorias, alguns pragueios e alguns ruídos, mas tudo parecia doce e
calmo graças ao embalo rítmico dado pelo pulsar musical do coração da mamãe
querida.
Ganhando
Identidade... Uma marca para toda a vida.
Esse bebê recém-nascido a quem deram o nome de
Williams, dizem que em homenagem ao dramaturgo inglês Shakespeare, apreciado
pelo querido padrinho carioca, o odontólogo Barros (ou quem sabe foi em
função do famoso creme de barbear da época. Seguramente a Formula 1 não entrou
nessa escolha, e muito menos o Príncipe Williams, a primeira porque não era um
esporte tão conhecido naqueles tempos, e o segundo porque nem nascido era).
O fato é que , chegou ao mundo o Williams,
filho de Donato e Leonel mas que só herdou o Silva (coisa de pobre diria Miguel
Falabella, valendo-se de das licenças dadas ao seu personagem do "Sai de
Baixo). E esse menino danadinho de imediato se fez acompanhar pela santidade de
São Francisco, Santo este que lhe cedeu o segundo nome, graças à fé da mamãe
amada, que fez questão de incorporar esse ser de luz para todo o sempre ao
viver de seu filho querido.
Um Projeto Inacabado.
Assim se iniciou a história do Williams
Francisco da Silva, nascido em 19 de setembro de 1962, batizado na fé em Deus, em Cristo e no Santo Espírito, filho
de Silvio Donato da Silva e de Zilda / Zélia Natália da Silva.
Rio-Pombense Orgulhoso de sê-lo, Mineiro Autêntico e Brasileiro Convicto, amante da fé, da vida, do amor, da alegria, e positivista inarredável, sou também Virginiano de características bem definidas, pois minha vida se marca pela busca da perfeição, pelo vínculo com as coisas materiais e terrenas, aliados a uma profunda e eterna vocação pelo metafísico, transcendental e espiritual, e pelo amor intenso, carinhoso e realista. Sem esquecer que convictamente sou exigente e cobrador de resultados e intolerante com a mediocridade.
Mas, tenho consciencia de que sou um projeto, por conseguinte com início, meio e fim, o qual foi iniciado visivelmente naquele 19 de setembro de 1962, mas que na realidade foi engendrado antes mesmo de ser parido e de ver a luz exterior desse nosso planeta chamado Terra.
Sou uma construção por terminar, que a cada dia se redescobre e se faz, buscando novas belezas e funcionalidades, que me possam servir inclusive depois do fim terrenal, depois que a vida terrena acabar, para enfim começar a vivência da outra, aespiritual.
Sou uma construção por terminar, que a cada dia se redescobre e se faz, buscando novas belezas e funcionalidades, que me possam servir inclusive depois do fim terrenal, depois que a vida terrena acabar, para enfim começar a vivência da outra, aespiritual.
Sigamos juntos na caminhada para descortinar um pouco mais desse projeto humano chamado Williams...
Williams F Silva





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